quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CONCEITOS GERAIS SOBRE: ESPAÇO, TERRITÓRIO, REGIÃO E PAISAGEM

Todo estudante ou simpatizante de geografia para nortear seus conhecimentos nessa área, tem que dominar esses 04 conceitos básicos que fazem parte de toda a dinâmica de estudo da geografia (ESPAÇO, REGIÃO, TERRITÓRIO E PAISAGEM). Segue abaixo, os conceitos-chave com base nos livros do geógrafo e mestre Milton Santos.

BONS ESTUDOS!

ESPAÇO:  "Segundo A. C. da Silva (1986, pp. 28-29 ) "as categorias fundamentais do conhecimento geográfico são, entre outras, espaço, lugar, área, região, território, habitat, paisagem e população, que definem O objeto da geografia em seu relacionamento. (. . .) De todas, a mais geral - e que inclui as outras é o espaço".


Mas paisagem e espaço são coisas diferentes. Como o vocábulo paisagem, a palavra espaço também é
utilizada em dezenas de acepções. Fala-se em espaço da sala, do verde, de um país, de um refrigerador,
espaço ocupado pelo corpo etc. É um dos termos que mais possui verbetes nos dicionários e enciclopédias; e em alguns comparecem com centenas de sentidos diversos. Palavras como vermelho, duro, sólido não têm seus significados colocados em dúvida, estão associados a experiências elementares. O que não acontece com a palavra espaço, freqüentemente substituída por lugar, território etc. A palavra é mesmo muito utilizada como substantivo, assim espaço do homem, do migrante, do sedentário etc. A própria palavra paisagem é comumente utilizada para designar o espaço. 

O espaço seria um conjunto de objetos e de relações que se realizam sobre estes objetos; não entre estes especificamente, mas para as quais eles servem de intermediários. Os objetos ajudam a concretizar uma série de relações. O espaço é resultado da ação dos homens sobre o próprio espaço, inter mediados pelos objetos, naturais e artificiais.


REGIÃO: " Geógrafos dos mais renomados e das mais diversas origens tiveram na região um domínio de aprofundados estudos, tanto ao nível da teorização, como no campo dos trabalhos empíricos. Os enfoques são múltiplos, conforme R. Lobato Corrêa nos mostra muito bem (1986). Durante um longo período muitos a estudaram isoladamente do mundo como um todo. Viam-na como uma entidade autônoma, com aspectos particulares, o que equivalia a dividir o mundo em uma infinidade de regiões auto-suficientes, mantendo poucas relações entre si. Mas o mundo mudou e as transformações são cada vez mais intensas e velozes. O território a cada momento foi organizando-se de maneira diversa, muitas reorganizações do espaço se deram e continuam acontecendo, atendendo aos reclamos da produção da qual é arcabouço. Merecem destaque especial as transformações ocorridas a partir de meados deste século, que representaram muito mais do que uma simples mudança. Assim mo processo de escala mundial tenha resultados distintos, particulares, segundo os lugares.


Num estudo regional se deve tentar detalhar sua composição enquanto organização social, política,
econômica e cultural, abordando-lhe os fatos concretos, para reconhecer como a área se insere na ordem econômica internacional, levando em conta o preexistente e o novo, para captar o elenco de causas e conseqüências do fenômeno. Os elementos que se agrupam dando a configuração espacial de um lugar têm que passar por um estudo aprofundado, desde o homem até as instituições que vão dirigir, juntamente com as firmas, as formas de materialização da sociedade. Destrinchar as relações existentes entre estes elementos, tornando os conceitos em realidades empíricas, permitirá que se vislumbre, no tempo e no espaço, a transformação.


A busca da explicação das transformações passa pela compreensão dos grandes grupos de variáveis, que
compõem o território, a começar pelos indicadores mais comuns a este tipo de trabalho até os mais
complexos, reveladores das grandes mudanças ocorridas no período técnico-científico - tipologia das
tecnologias, dos capitais, da produção, do produto, das firmas, instituições; intensidade, qualidade e natureza
dos fluxos; captação dos circuitos espaciais de produção; peso dos componentes técnicos modernos na
produção agrícola; expansão das agroindústrias; novas relações de trabalho no campo; desmaterialização da
produção etc. Tais variáveis são interdependentes, umas sendo causa e/ou conseqüência de outras, não tendo, portanto, real valor, se não analisadas em conjunto.

TERRITÓRIO: "O território seria, antes de tudo, um produto cultural e patrimonial, e suas fronteiras seriam sempre remarcadas, de acordo com o deslocamento de forças inerentes aos indivíduos e aos grupos."

     Segundo Barret et al. (2000) “duas explicações se sobresaem para explicar a origem desse conceito: a primeira vem do caráter político que define o território. (...), a segunda atribui um “estatuto” a território, como limite espacial de uma jurisdição, a área soberana de um estado, a zona de domínio de uma espécie, de um grupo ou de um indivíduo.”
A territorialidade nasce da apropriação humana, concreta, jurídica ou intelectual de uma porçãordelimitada da extensão espacial. Blulier (1986) explica que um território político se reveste de um sentimento nacionalista e margeia fronteira. O território se confirma, assim, como o espaço que o sujeito explora, no qual ele vive e trabalha (p. 17)
PAISAGEM:  "Tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão alcança, é a paisagem. Esta pode ser definida como o domínio do visível, aquilo que a vista abarca. Não é formada apenas de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons, etc".
     O espaço está no centro das preocupações dos mais variados profissionais. Para alguns, objeto de conhecimento, para outros simples meio de trabalho. Há desde os que o vêem como um produto histórico, até como um processo histórico. Puíamos dizer que o espaço é o mais interdisciplmar dos objetos concretos (Santos e Souza, 1986, p. 1) .

Todos os espaços são geográficos porque são determinados pelo movimento da sociedade, da produção. Mas tanto a paisagem quanto o espaço resultam de movimentos superficiais e de fundo da sociedade, uma realidade de funcionamento unitário, um mosaico de relações, de formas, funções e sentidos.

Um comentário:

  1. Peço os dados bibliograficos da seguinte citacao: "Segundo A. C. da Silva (1986, pp. 28-29 ....
    Att.

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