quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Velejar nas dunas

Para documentar as montanhas de areia, nosso fotógrafo sobrevoa os desertos mais rigorosos do planeta

   por George SteinmetzFonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL
 
 
Dunas jovens no deserto de Rub al Khali, na Arábia Saudita - Velejar nas dunas - Edição 152
 
 
Rub al Khali • Arábia Saudita Dunas jovens se desenham como caligrafia no Rub al Khali, Quarto Vazio em árabe. Avultando-se acima delas, uma duna-estrela, devido a seu tamanho, provavelmente vai passar décadas no mesmo local
Foi em 1998, durante uma expedição ao Saara, que tive minha primeira lição sobre a física das dunas de areia. Interessado em fazer fotos de altitude nessa região remota, aprendi a voar em um paraglider motorizado, um dos veículos aéreos mais leves e lentos que existem. Ele pesa pouco menos de 45 quilos e alcança a velocidade máxima de 50 quilômetros por hora. E não tem rodas.
Acabei aperfeiçoando a habilidade nova de voar (e pousar) com o paraglider. Mas não me ocorreu que também teria de aprender outra coisa para sobreviver no Saara: a capacidade de ler as dunas de areia. Assim como um marinheiro fica de olho na espuma na crista das ondas para não ser surpreendido por uma súbita ventania, tive de aprender a sondar as invisíveis e perigosas correntes de ar que criavam os montes de areia.
O deserto do Saara está repleto de intermináveis fileiras de dunas conhecidas como barcanas. Esse termo significa “duna em forma de crescente” nas línguas turcomanas do Leste Europeu e da Ásia Central e Setentrional. As barcanas despertaram minha curiosidade quando li um livro de Ralph Bagnold, um oficial do Exército britânico, que foi um dos primeiros a cruzar o deserto líbio em veículos motorizados, nas décadas de 1920 e 30. Bagnold descreve tais dunas como estruturas dotadas de vida, que se deslocam, se multiplicam, preservam o formato e se adaptam ao ambiente. Assim me inspirei a tentar fotografá-las do céu.
Viajei à África com o francês Alain Arnoux, um campeão de paragliding motorizado, que me treinaria para voar com o mínimo de segurança. Para alcançar as barcanas, passamos quatro dias sacolejando em um veículo 4x4, partindo de Ndjamena, a capital do Chade, rumo ao norte. A areia das dunas também havia viajado, migrando para oeste desde o Egito e o Sudão. Nos orientamos por um velho mapa francês que indicava as formações por sinais ortográficos de fechamento de parênteses, todos virados para o vento.
Eu não fazia ideia das dificuldades que nos esperavam. Tampouco me dava conta do grau de atração das dunas. Fiquei tão fascinado que desenvolvi um projeto de 15 anos para fotografar os desertos mais rigorosos do planeta.
Quando chegamos à depressão Mourdi, meu companheiro de viagem, gritando para ser entendido em meio à ventania, disse que nem mesmo ele conseguiria voar naquelas condições. Por isso, seguimos adiante, até o centro de uma bacia rochosa, onde havia uma barcana de 15 metros de altura, que nos daria abrigo para a noite.
Acordamos antes de amanhecer. Na crista da duna, o vento se atenuara e agora era uma brisa. Decolei assim que nasceu o sol, descendo pela vertente da duna a barlavento (a direção de onde sopra o vento). Quando cheguei à altitude de 150 metros, me senti como se fosse um inseto sobrevoando uma enorme esteira em uma fábrica de croissants. As barcanas se estendiam até o horizonte, em formas que se interligavam, se apartavam e davam origem a outras.

sábado, 14 de abril de 2012

A maior estrada do Mundo

A Pan-American Highway, em Português Estrada Pan-Americana é uma rede de estradas que se estende de norte a sul no continente americano ao todo são cerca de 48000 km. Excepto num pequeno espaço de 87 km numa zona de Florestas tropicais na fronteira entre a Colômbia e o Panamá.
 
 
Em algumas secções, por exemplo, em Máncora, no Peru, a Estrada Pan-Americana funciona como estrada principal da localidade. Já no Canadá e nos Estados Unidos não existe uma designação oficial no sistema rodoviário que identifique a Estrada Pan-Americana como tal. 
 
Quase completa na sua construção, a estrada estende-se desde a cidade de Fairbanks, no estado do Alasca, Estados Unidos, à localidade de Quellón, no Chile, América do Sul.
 
A Estrada Pan-Americana passa por várias regiões climáticas distintas e diversos tipos de terrenos e de sistemas ecológicos, como desertos, florestas tropicais, montanhas frias, entre outros. 
 
 
Ao passar por tantos países distintos, logicamente, esta estrada não apresenta uniformidade, muito pelo contrário. Certos segmentos da estrada somente são passáveis durante períodos de seca, já outros segmentos são deveras perigosos em qualquer estação do ano.
 

A cidade mais suja do Mundo

Manshiyat Nasser (também conhecida como a cidade do lixo) é um assentamento de favelas na periferia da cidade do Cairo, cuja economia gira em torno da reciclagem do lixo da cidade, embora a área tenha ruas, lojas e apartamentos, como qualquer outra área da cidade.
 Resíduos tóxicos, lixo hospitalar de todo tipo estão expalhados em cada esquina inclusive em cima dos prédios.
Os moradores vivem do lixo. Recolhem garrafas, latas, vasculhar o lixo em busca de qualquer objecto ou alimento que possa ser vendido ou consumido. 
Não existe água potável, esgoto,nem coleta de lixo. Pelo contrário, todo o lixo do Cairo é jogado na região.
Imaginem como deve ser a vida das pessoas que moram na cidade. O cheiro de podre faz parte do dia-dia dos moradores, que já estão acostumados.
Crianças trabalham na separação de latas e garrafas.
Carroças puxadas por cavalos ou burros são frequentemente empilhadas 2,5 a 3m de altura com os produtos recicláveis.
De acordo com o último estudo, em 2001, a população é de aproximadamente 17.000, sendo que 52%  são analfabetos. 
Aqueles que estão empregados, trabalham com artesanato ou trabalhos administrativos em empresas privadas, muitos na coleta de lixo e indústria de transformação.



A única cidade localizada em dois continentes

A cidade de Istambul, na Turquia encontra-se dividida em duas pelo Estreito de Bósforo, que também é um dos marcos divisores entre a Europa e a Ásia. Isso faz com que a parte oeste da cidade fique na Europa e a parte este, na Ásia.  A cidade tem cerca de 12 milhões de habitantes na região metropolitana. A maioria da população mora na parte asiática da cidade mas trabalha na parte europeia. A cidade é resultado de uma longa história que começou com a cidade de Bizâncio (fundada em 657 a.C), na parte europeia, e com a Calcedónia ( 133 a.C.), na parte asiática. As duas cidades só se uniram no Séc. XV, quando foram ambas conquistadas pelos Turcos Otomanos. Só em 1930 é que a cidade foi oficialmente renomeada como Istambul.  



10 Curiosidades da Geografia

A menor fronteira do Mundo é a que separa o Vaticano de Roma - com apenas 4,07 km.




Os Himalaias são a maior e mais alta cadeia montanhosa do planeta, formando uma barreira intransponível entre a Índia e a Ásia continental, ao longo de 2500 km. Mais de uma centena dos seus picos encontra-se acima dos 7 000 m, e inclui a montanha mais alta do mundo - o Everest com 8 848 metros de altura.




O deserto do Saara é o maior deserto do mundo com os seus mais de 9 260 000 km2 de superfície.



A maior fossa oceânica é a fossa das Marianas. Tem 11 034m de profundidade.




O deserto de Atacama, no Chile é o lugar mais seco da Terra. 



Na Antártida, mais precisamente em Vostok, foram registadas as temperaturas mais baixas da Terra - 88 ºC abaixo de zero.



O rio Amazonas nasce na Cordilheira dos Andes e desagua na Ilha de Marajó. No seu percurso o Amazonas percorre 6868 km, quase a mesma distância entre Nova York e Berlim. Pelo estuário deste grande rio passa um quinto de toda a água doce do planeta.





Em alguns rios da Amazónia, a diferença do nível das águas entre os períodos de seca e o das cheias é equivalente à altura de um prédio de oito andares.



A Austrália tem cerca de 12 000 ilhas nas suas águas.




A área do Oceano Pacífico é superior à área de todos os continentes.




Os maiores rios do mundo

Confira a seguir a lista dos quinze maiores rios do mundo, incluindo a localização, nascente, foz e o tamanho (em km) de cada um deles.

Rio
Localização
Nascente
Foz
Km
Amazonas
América do Sul
Lagos Glaciares, Peru
Oceano Atlântico, Brasil
6.868
Nilo
África Ocidental
Uganda, Centro da África
Mar Mediterrâneo, Egito
6.695
Chang Yian (Yangtze Kiang)
China
Planalto Tibetano, China
Mar Amarelo, China
6.380
Mississippi-Missouri-Red Rock
Estados Unidos
Nascente Red Rock, Montana, Estados Unidos
Golfo do México, Estados Unidos
6.270
Yenisei
Rússia
Montanhas Tannu-Olatanhas, Tuva ocidental, Rússia
Oceano Ártico, Rússia
5.550
Ob-Irtish
Rússia
Montanhas Altai, Rússia
Mar de Kara, Oceano Ártico, Rússia
5.410
Huang Ho (Amarelo)
China
Parte Oriental das Montanhas Kunlan, China
Golfo de Chihli, China
4.667
Heilong (Amur)
Ásia
Confluência dos Rios Shilka e Argun, Rússia e China
Estreito Tatar, Oceano Pacífico, Rússia
4.368
Zaire (Congo)
África Central
Confluência dos Rios Lualab e Luapula, Congo
Oceano Atlântico, Rep.Dem.Congo
4.371
Lena
Rússia
Montanhas Baikal, Rússia
Oceano Ártico, Rússia
4.260
Mackenzie
Canadá
Great Slave Lake, Canadá
Mar de Beaufort, Oceano Ártico, Canadá
4.241
Niger
África Ocidental
Serra Leoa e Guiné
Golfo da Guiné, Nigéria
4.167
Mekong
Sudeste da Ásia
Terras Altas Tibetanas, China
Sul do Mar da China, Vietname
4.023
Paraná
América do Sul
Confluência dos Rios Paranaíba e Grande, Brasil
Rio de la Plata, Argentina
3.998
Murray - Darling
Oceania
Alpes Australianos, New South Wales, Austrália
Oceano Antártico
3.750
Volga
Rússia
Planalto Valdai, Rússia
Mar Cáspio, Rússia
3.645