terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tornados, Furacões e Tufões

A origem dos ciclones é ainda um mistério para os cientistas. Ninguém sabe direito como se formam essas monstruosas colunas, que carregam uma energia equivalente a de uma bomba atômica de 20 quilotons. É uma grande massa de ar que executa um movimento giratório muito rápido, mudando muito depressa de lugar na superfície da Terra, igual a Terra que gira ao redor do Sol, sem parar de girar ao redor dele. Quando isso ocorre, o mar pode ser violentamente perturbado. Algumas vezes, na região que gira ,fica com muito pouco ar, e o tornado gira como se fosse uma coluna oca. Então a água situada abaixo é sugada e passa a ocupar o espaço quase vazio que existe dentro da coluna, formando-se assim a tromba marinha ou tornado.
O tornado é uma coluna ondulante de nuvens, com diâmetro de menos de 2km, que se desloca a uma velocidade de 30km/h a 60km/h. Ele ocorre com a chegada de frentes frias, em regiões onde o ar está mais quente e instável. Estima-se que a velocidade do vento dentro do funil possa atingir 450km/h ( o cálculo por meio de instrumentos é inviável, porque eles são destruídos pela força da tempestade ). Os tornados são os mais destruidores de todas as perturbações atmosféricas, mas a área afetada por eles é limitada. Os tornados mais intensos costumam acontecer no centro-oeste dos Estados Unidos e na Austrália.

Formação de um tornado:

1- Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento do vento.

2- Ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical.

3- Então há a formação de uma área de rotação com comprimento de 4-6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas são formadas nestas áreas de extensa rotação.

4- A base da nuvem e sua área de rotação são conhecidas como wall cloud. Esta área é geralmente sem chuva.

A palavra tornado veio da palavra espanhola Tornada, que significa tempestade. Um tornado sobre a água é denominado tromba d'água. Tornados geralmente tem um tempo de vida de alguns minutos e raramente duram mais do que uma hora. Tornados são ventos ciclônicos que giram com uma velocidade muito grande em volta de um centro de baixa pressão. São menores que os furacões e seu tempo de vida também. Um tornado pode ter uma largura tanto menor do que 30 metros, quanto maior do que 2,5km. Os menores tornados são denominados mínimos e os maiores de máximos. Um mínimo irá durar não mais do que alguns minutos, deslocar-se um quilômetro e meio e ter ventos com velocidade de 160km/h. Um máximo pode deslocar-se 320km ou mais, durar até 3 horas e ter ventos com velocidade superior a 400km/h.
O tornado percorre um caminho muito irregular. Quando o funil toca o solo, ele pode mover-se em linha reta ou descrever um trajeto sinuoso. Ele pode até duplicar-se, pular lugares ou formar vários funis. A maioria dos tornados do Hemisfério Norte deslocam-se do sudoeste para o nordeste e possuem rotação em sentido anti-horário. No Hemisfério Sul, os tornados possuem rotação horária.

Assim como os terremotos possuem a Escala Richter para medir sua intensidade, os tornados possuem a "Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale", ou seja uma escala usada pelos meteorologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado. Essa escala foi nomeada em homenagem aos dois homens que a desenvolveram: Dr. Theodore Fujita e Allan Pearson, diretores do Centro de Previsão de Tempo de Kansas City, nos EUA.

A Escala Fujita (mais comum denominada assim) está representada na tabela abaixo:

Classificação Velocidade do Vento(km/h) Danos
F0 ate 110 Leve
F1 111-180 Moderado
F2 181-250 Considerável
F3 251-330 Severo
F4 331-420 Devastador
F5 421-510 Inacreditável
F6 511-610 Fora de Série

O furacão é uma tempestade que se forma nas áreas tropicais, sobre os oceanos, provocando ventos de até 300Km/h. Normalmente, possui entre 450Km e 650Km de diâmetros e a distribuição do vento e das nuvens ao seu redor é igual. Em seu centro, conhecido por "olho da tempestade", em que predominam as baixas pressões, não há chuva, os ventos são brandos e o céu é praticamente limpo. Essa tempestade é chamada de Furacão quando ocorre no oceano Atlântico e de Tufão, quando acontece no pacífico.

Os termos furacão e tufão são nomes regionais para intensos ciclones tropicais, sendo este último um termo genérico para um centro de baixa pressão não-frontal de escala sinótica sobre águas tropicais ou subtropicais com convecção organizada(por exemplo, tempestades) e intensa circulação ciclônica à superfície.
Ocorrência ciclogênese tropical devido a esses fatores:

1. Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.

2. Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.

3. Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera (5km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.

4. Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma Força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.

5. Um distúrbio pré-existente próximo à superfície com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.

6. Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem prevenir sua origem ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

* furacões - no Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E;

* tufões - no Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data;

* ciclone tropical severo - no Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E;

* tempestade ciclônica severa - no Oceano Índico Norte;

* ciclone tropical - no Oceano Índico Sudoeste.

Um centro de baixa pressão não-frontal passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:

* máximo até 17 m/s - depressões tropicais;

* máximo entre 18 e 32 m/s - tempestade tropical;

* máximo acima de 33 m/s - furacões, tufões...

DIFERENÇA ENTRE FURACÕES E TORNADOS

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum. Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, ciclones tropicais tem diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer.

Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado (embora também existam tornados sobre o mar, que são chamados de trombas d'água).
Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

* Um ponto interessante é que quando um ciclone tropical está sobre o continente seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura promovendo, assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

CICLONE MAIS DEVASTADOR

O pior ciclone de que se tem conhecimento ocorreu em 12 de novembro de 1970 no Paquistão Oriental , quando morreram entre 300 e 500 mil pessoa . Foram registrados ventos de até 240km/h e uma onda de 15 m de altura atingiu a costa do Paquistão Oriental, o delta do ganges e as ilhas do Bhola, Hatia,kukri mukri e manpura.

MAIOR NÚMERO DE MORTOS EM UM TORNADO


Um tornado que atingiu Shaturia , Blagladesh, a 26 de abril de 1989, matou em torno de 1.300 e desabrigou 50 mil pessoas.

MAIORES DANOS MATERIAIS POR UM TORNADO

Uma série de tornado que atingiu os estados de Indiana, Wisconsin, Illinois, Iowa, Michigan e Ohio, nos EUA, em abril de 1985 , matou 271 pessoas , feriu milhares de outras pessoas e causou prejuízos de mais 400 milhões.

MAIOR NÚMEROS DE DESABRIGADOS POR UM TUFÃO

O tufão "Ike", com ventos de 220Km/h, que atingiu as Filipinas a dois de setembro de 1985, matou 1363 pessoas, feriu 300 e deixou 1,12 milhões de desabrigadas.

MAIOR NÚMEROS DE MORTOS EM UM TUFÃO

Cerca de 10 mil pessoas morreram em virtude de um tufão, com ventos de até 161Km/h, que atingiu Hong Kong em 18 de setembro de 1906.

Fonte: http://www.bodas.hpg.ig.com.br/Viagens/1/index_hpg.html

GEOGRAFIA ECONÔMICA


A Geografia Econômica é o estudo da diversidade de condições econômicas sobre a Terra.   A economia de uma área geográfica pode ser influenciada pelo clima, pela geologia, Geografia Econômica e também pelos fatores político-sociais.

Os estudiosos em geografia econômica têm por foco os aspectos espaciais das atividades econômicas em várias escalas. A distância de uma cidade como um mercado com demanda para diversos produtos tem papel significativo nas decisões econômicas das empresas, enquanto outros fatores como o acesso ao mar por portos marítimos, ou a presença de matéria prima como petróleo afetam as condições econômicas dos países.



O EXTRATIVISMO NO BRASIL


O extrativismo no Brasil é desenvolvido basicamente, no espaço rural, e destina-se à produção de alimentos  e matérias-primas. Consiste na exploração, direta da natureza, de produtos de origem vegetal, animal ou mineral.

De modo geral, a atividade extrativista é realizada com tecnologia reduzida, ou seja, com a utilização de equipamentos e técnicas rudimentares. Neste caso, caracteriza-se por ser uma atividade com baixa produtividade, o que gera uma renda limitada para quem a pratica. A pesca artesanal praticada nos rios e no litoral, o garimpo de ouro de aluvião e a coleta de folhas, frutos e resinas extraídas de plantas e árvores são exemplos de atividades extrativas que empregam tecnologia reduzida.

Entretanto, algumas atividades extrativas, como a exploração do de petróleo e de jazidas minerais, exigem aplicação de grandes recursos financeiros por parte das empresas privadas ou do governo, pois são possíveis somente com a utilização de equipamentos sofisticados, técnicas avançadas e profissionais especializados na operação destas máquinas e equipamentos. Como a produção é feita em larga escala, obtêm-se altos rendimentos.

A exploração da madeira é a principal atividade extrativa vegetal praticada no Brasil. A madeira de árvores nobres, como cedro, mogno e a cerejeira, são retirados, sobretudo, da região amazônica, provocando o desmatamento de extensas áreas de floresta.

A coleta de outros produtos vegetais nativos, como o látex da seringueira, a carnaúba, o babaçu, a castanheira, o açaí e a piaçava, são exemplos de atividades extrativas que causam pouco impacto ao meio ambiente. Já a atividade pesqueira é praticada em várias regiões do país. Essa atividade garante o sustento de muitas famílias e fornece uma rica fonte de alimentos à população.

Cataratas do Iguaçu é Homenageada pelo Google



Cataratas do Iguaçu
(Foto:Reprodução)

O google está homenageando hoje (31/01/12) as Cataratas do Iguaçu, com um doodle em sua home page, que históricamente foram avistadas em 1542 por Álvar Núñez Cabeza de Vaca, primeiro europeu a contemplá-las.
A área das Cataratas do Iguaçu (Cataratas del Iguazú, em espanhol) são um conjunto de cerca de 275 quedas de água no Rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizada entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil, e o Parque Nacional Iguazú em Misiones, na Argentina, fronteira entre os dois países, ambos os parques são considerados patromônio da humanidade.
As quedas podem ser alcançadas a partir das duas principais cidades dos dois lados das cataratas, Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, no Brasil, e Puerto Iguazú, na província de Misiones, Argentina, bem como a partir de Ciudad del Este, no Paraguai, do outro lado do rio Paraná.

domingo, 29 de janeiro de 2012



Engavetamento deixa 10 mortos e 18 



feridos em estrada dos EUA



Acidente pode ter sido causado por falta de visibilidade, dizem autoridades.
Rodovia chegou a ser interditada horas antes por conta de nevoeiro.

Da EFE

Acidente em rodovia da Flórida, nos Estados Unidos, deixou 10 mortos no domingo (29). (Foto: Phil Sandlin/AP)Acidente em rodovia da Flórida, nos Estados Unidos, deixou 10 mortos no domingo (29). (Foto: Phil Sandlin/AP)
Um acidente envolvendo pelo menos cinco veículos pesados e 10 carros de passeio deixou 10 pessoas mortas e 18 feridas no domingo (29) em uma rodovia nas proximidades de Gainesville, Flórida, nos Estados Unidos. Segundo autoridades locais, o engavetamento pode ter sido provocado pela falta de visibilidade na estrada.
De acordo com um porta-voz da Patrulha de Estradas da Flórida, a rodovia chegou a ser interditada horas antes do acidente por conta de um denso nevoeiro na região, mas foi reaberta quando as autoridades consideraram que as condições haviam melhorado. Acredita-se que a fumaça de um incêndio próximo à estrada tenha prejudicado ainda mais a visibilidade na pista.
As colisões aconteceram em ambos os sentidos da rodovia, o que fez com que muitos veículos ficassem presos uns aos outros. Alguns deles chegaram a pegar fogo.
'Meu automóvel foi atingido duas vezes. Não se via nada mais do que fumaça e chamas, mas se ouviam as batidas de um veículo contra outro. Era como se alguém os estivesse lançando uns contra os outros. Também se ouviam explosões', afirmou o motorista de um dos veículos acidentados.
O trânsito das seis pistas da I-75, que percorre a Flórida do Norte ao Sul, teve que ser interrompido durante boa parte do domingo. Outra estrada que passa pelo estado, a US 441, também foi bloqueada por causa de vários acidentes decorrentes da fumaça e do nevoeiro.

FONTE:
GLOBO.COM




Love e R10: amizade, gostos em 



comum e afinação no samba



Jogadores são muito próximos, curtem praia, têm paixão pelo Rio e Carnaval, trocam elogios e se chamam de 'padrinho' e 'irmão'

janeiro de 2011, Ronaldinho Gaúcho era apresentado na Gávea diante de 25 mil rubro-negros. Num canto do palco armado na arquibancada da sede do clube, Vagner Love pulava, curtia com um brilho no olhar e com a vontade de estar ao lado do amigo estampada no rosto. Pouco mais de um ano depois, Love e Ronaldinho formam a dupla do amor e de largos sorrisos do Flamengo.
- Quando entrei e vi essa torcida, até chorei. Por mim, me apresentava com ele hoje. Expliquei ao Ronaldo que o Flamengo é diferente de qualquer outra coisa que ele já possa ter vivido na vida, mesmo tendo jogado em clubes grandes. Hoje estou aqui como torcedor, um apaixonado pelo Flamengo – afirmou Love naquele ensolarado 12 de janeiro de 2011.
Love e Ronaldinho têm em comum o gosto pelo Rio, pelas praias, futevôlei e, é claro, muito samba e pagode. Os dois podem ser vistos em diversos shows e batuques pela Cidade Maravilhosa. Além de tocarem alguns instrumentos, capricham na hora de soltar o gogó. O funk, é claro, também faz parte do repertório dos jogadores.
MOntagem - Vagner love e ronaldinho gaúcho (Foto: MOntagem sobre fotos do site oficial de Vagner Love)Love e Ronaldinho juntos dentro e fora de campo (Foto: Montagem sobre fotos do site oficial de Vagner Love)
A dupla tem como marca registrada o sorriso estampado no rosto. E, enquanto o camisa 10 carrega seus compridos cachos, o novo dono da camisa 99 é adepto das tranças, que ganharão fios vermelhos. Os dois são companheiros de longa data.
- Falo sempre com o Vagner. Ele é um grande amigo meu e não sabemos o que pode acontecer futuramente, não é, presidente? – brincou Ronaldinho, logo no dia da sua apresentação, no ano passado.
MC Buchecha, Ronaldinho e Vagner Love (Foto: Divulgação/Twitter)R10, Buchecha e Love (Foto: Reprodução/Twitter)
Demorou, mas o desejo do camisa 10 foi realizado.
Na sua passagem pelo Flamengo em 2010, Love ficou marcado pelo profissionalismo. Mesmo amante assumido da noite carioca, faltou apenas a um treino, mas o motivo foi uma represália à demissão do então vice de futebol, Marcos Braz, e do técnico Andrade. Mas logo no dia seguinte fez questão de repor a atividade da qual não participou. Em 29 jogos pelo Rubro-Negro, marcou 23 gols.
Ronaldinho e Love dividiram o mesmo lado do campo pela Seleção Brasileira, no fim de 2006, em amistosos realizados depois da Copa da Alemanha, e em 2007, em jogos das eliminatórias para a Copa da África do Sul.
Vagner Love Ronaldinho Apresentação Vagner Love (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Love marcou presença na apresentação de R10 na
Gávea, em 2011 (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
Antes mesmo do reencontro no Flamengo, troca de carinhos e elogios entre R10 e Love.
- Ele é meu compadre, amigo, irmão, padrinho e afilhado. Por isso tudo, estou muito feliz - disse Ronaldinho.
- Estou doido para jogar logo com o Ronaldinho. Ele é tudo isso para mim também, meu irmão, padrinho, compadre, amigo - retribuiu Love.
A dupla também é presença certa na Marquês de Sapucaí em fevereiro. O desfile das Escolas de Samba se aproxima. Mas Love e Ronaldinho estão aí para provar que nem todo Carnaval tem seu fim.

FONTE:
GLOBO.COM

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Raios já mataram seis pessoas no Brasil neste ano

Das seis vítimas fatais, quatro eram do interior paulista

por Anderson Estevan Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
 
 Trovões

Todos os anos, 130 pessoas morrem no Brasil em decorrência de raios

Em menos de 20 dias de 2012, seis pessoas já morreram após serem atingidas por raios no Brasil. A informação foi divulgada hoje (19), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com o documento, somente no interior de São Paulo, quatro mortes foram registradas (três nessa semana). As outras duas mortes foram em Goiás e Rondônia. A maioria das vítimas estava no campo, em atividades ligadas à agropecuária.
Todos os anos, 130 pessoas morrem vítimas de raios no Brasil. De acordo com o Inpe, 80% das circunstâncias em que acontecem mortes por raios podem ser evitadas se as pessoas souberem como se proteger. O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Inpe, criou a Cartilha de Proteção contra Raios.

Lixo plástico

O impacto do lixo plástico no meio ambiente e as soluções para evitar que ele sufoque o planeta.

por Afonso Capelas Jr., Anderson Estevan, Liana John, Marcela Puccia Braz, Matthew Shirts, Kátia Arima e Olavo Guerra Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE

Abertura do especial Lixo Plástico
Facilmente moldável, resistente, impermeável, de baixo custo, o plástico, sem dúvida, é um material indispensável hoje em dia. Em nome da praticidade, porém, ele é utilizado em embalagens e produtos descartáveis. Como não se degrada facilmente no meio ambiente - leva séculos para se decompôr, ele polui o solo e, principalmente os oceanos, formando verdadeiros entulhos na natureza. Nos mares, a massa plástica dificulta a troca de oxigênio da atmosfera com a água, o que causa a morte de animais. Os bichos também morrem ao consumir pedaços de plástico, por engano.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012



Dia 13: Um foto da sua profissão
 
GEÓGRAFO

Médico da Terra
Advogado do meio ambiente
Engenheiro do mapa
Químico do solo
Arquiteto do espaço
Jornalista do relevo
Analista da população
Filósofo do mundo
Supervisor das estradas e rodovias
E ainda me perguntam pra que serve a Geografia?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


Climas e Climogramas do Brasil


São determinados pelo movimento das massas de ar que atuam no nosso território. É do encontro dessas massas de ar que vai se formando toda a climatologia brasileira.
Por possuir 92% do território na zona intertropical do planeta, grande extensão no sentido norte-sul e litoral com forte influência das massas de ar oceânicas, o Brasil apresenta predominância de climas quentes e úmidos. Em apenas 8% do território, ao sul do Trópico de Capricórnio, ocorre o clima subtropical, que apresenta maior variação térmica e certo delineamento das estações do ano.
Cinco são as massas de ar que influenciam o clima do Brasil como explicadas abaixo e demonstradas nos mapas que seguem:
mEc – Massa Equatorial Continental – Nasce no Noroeste da Amazônia e é quente e úmida devido à floresta ombrófila e latifoliada, sua capacidade de evapotranspiração e seus mananciais perenes. Atua durante todo o ano na Amazônia, com predomínio no inverno na Amazônia ocidental. Por ser uma massa quente e úmida, no verão sua área de atuação é abrangida para quase todo o Brasil levando grande quantidade de chuvas para as regiões Norte, Centro-Oeste, parte do Nordeste, Sudeste e Sul (influenciando nas chuvas de verão até Santa Catarina).
Por um corredor de vales leva grande umidade contribuindo para as chuvas de verão da região Sudeste do Brasil ao se cruzar com outra massa quente e úmida vinda do Oceano Atlântico, a mTa – Massa Tropical Atlântica. Tais chuvas são intensas e associadas à ocupação irregular nas encostas dos centros urbanos causam catástrofes naturais como os desmoronamentos/escorregamentos acontecidos recentemente em Santa Catarina (dez. 2008), Rio de Janeiro (abr. 2010) e Região Serrana do RJ (Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo – jan. 2011).
mEa – Massa Equatorial Atlântica – Massa quente e úmida que nasce no Atlântico Norte próximo ao arquipélago dos Açores. Forma os ventos alísios (sopram do trópico em direção ao Equador) e atinge o litoral do Norte e Nordeste do Brasil no equinócio de primavera e solstício de verão.
mTa – Massa Tropical Atlântica – Quente e úmida e se forma no Atlântico Sul próximo ao Trópico de Capricórnio. Atua durante todo o ano nos litorais das regiões Nordeste, Sudeste (chuvas de relevo ou orográficas na Serra do Mar) e Sul do Brasil. No verão leva chuvas desde o litoral das regiões NE, SE e S ao interior da região Centro-Oeste (região do Distrito Federal) chegando a atingir o Pantanal matogrossense levando umidade. No inverno provoca chuvas frontais no litoral do NE, SE e S ao se cruzar com a mPa – Massa Polar Atlântica.
Atuação das massas de ar no verão da América doSul. Nota-se a atuação restrita da fria mPa e maior abrangência das massas quentes devido à incidência solar no Trópico de Capricórnio. Fonte: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 149.
mTc – Massa Tropical Continental – Quente e seca, forma-se na depressão do Chaco (prolongamento do Pantanal em território boliviano e paraguaio). Na primavera e no verão encontra-se com a mEc – Massa Equatorial Continental contribuindo para precipitações no interior da região Centro-Oeste. No inverno contribui para a estação seca no oeste do Estado de Minas Gerais e na região Centro-Oeste até o Pantanal ao se cruzar com a mPa – Massa Polar Atlântica que chega seca nessa região e traz as baixas temperaturas no outono-inverno.
mPa – Massa Polar Atlântica – Nasce fria e úmida no Atlântico Sul nas imediações do litoral da Patagônia e chega ao Brasil fria e seca (seu resto de umidade é precipitado na região Sul do Brasil). Sabendo-se que quanto mais uma massa de ar se desloca do seu centro de origem perde suas características originais, a mPa atua nas regiões Sul (ventos periódicos minuano e pampeiro) e Sudeste com mais intensidade e no inverno, pela menor incidência solar no hemisfério sul, chega a atingir o litoral da região Nordeste, provocando chuvas ao encontrar-se com a mTa – Massa Tropical Atlântica que é quente e úmida. Outra vertente de penetração no inverno faz a mPa chegar ao vale do Tapajós na Amazônia provocando quedas de temperatura em um fenômeno chamado friagem.
Atuação das massas de ar no inverno da América do Sul. Maior atuação da mPa devido à menor incidência solar no hemisfério sul. Fonte: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 150.
Este artigo atende aos fins de leitura e pesquisa e pertence ao blog GeoBau (http://marcosbau.com). Proibida a reprodução pelo Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610/98 de Direitos Autorais. PLÁGIO É CRIME. DENUNCIE. 
Climogramas do Brasil
Tendo por base a dinâmica das massas de ar, o cientista Arthur Strahler propôs uma classificação climática que estuda a dinâmica atmosférica através da circulação das massas de ar (climatologia dinâmica).
Veja o mapa que segue e alguns climogramas brasileiros e suas respectivas explicações.
Climogramas
Clima Equatorial
Fica nas proximidades da linha do Equador, abarcando a Amazônia, norte de Mato Grosso e oeste do Maranhão. Chove durante o ano todo, e em grande quantidade; é bastante úmido e a temperatura varia pouco no decorrer ao longo do ano, com média de 26º C. O climograma de Manaus (AM), localizada nessa faixa de clima, traz informações sobre a pluviosidade e a temperatura. Repare como, no gráfico, a quantidade de precipitação (representada pelas barras verticais) é bem alta, atingindo mais de 300 milímetros no mês de março, com apenas uma pequena queda no meio do ano (em julho, agosto e setembro), quando fica abaixo dos 100 milímetros. A pequena variação de temperatura, típica do clima equatorial, também pode ser vista no climograma de Manaus; a linha horizontal, formada pelas temperaturas médias de cada mês, quase não sobe nem desce, ficando em torno dos 26º C.
Clima Tropical, Tropical Típico, Tropical Semi-úmido ou ainda Tropical alternadamente úmido e seco
Predominante no território brasileiro, pega toda faixa do centro do país, leste do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia e de Minas Gerais. Inverno e verão são estações bem marcadas pela diferença de pluviosidade: o verão é bastante chuvoso e há seca no inverno. No climograma de Goiânia (GO), conseguimos enxergar essa diferença pela variação na altura das barras de precipitação: em julho, a precipitação chega a quase zero, e em janeiro ultrapassa 250 milímetros. A temperatura no clima tropical é alta e não varia muito; a média fica entre 18º C em locais de serra e 28º C na maior parte do território.
Clima Tropical Semi-Árido
É o clima das zonas mais secas do interior do Nordeste. Caracteriza-se pela baixa umidade, pouca chuva e temperaturas elevadas. O climograma da cidade baiana de Juazeiro, na divisa com Pernambuco, representa graficamente essas características: nas barrinhas de precipitação, a mínima de chuva chega a 1,7 milímetro, em agosto, com a linha de temperatura variando entre cerca de 24,5º C e 28,5º C, médias térmicas elevadas. A chuva se concentra entre os meses de novembro e abril, mas o total anual de precipitação não chega a 550 milímetros – o volume é inferior ao atingido em apenas dois meses (fevereiro e março) no clima equatorial.
Clima Tropical de Altitude
É o clima das áreas com altitude acima de 800 metros em Minas Gerais, No Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os verões são quentes e chuvosos e os invernos, frios e secos. Isso pode ser visto no climograma acima, que mostra as médias de temperatura e pluviosidade de Belo Horizonte (MG). No inverno, as barras de chuva atingem o mínimo de cerca de 10 milímetros, e, no verão, passam de 300 milímetros. Em comparação ao clima tropical, o tropical de altitude tem o mesmo comportamento pluvimétrico, mas as médias anuais de temperatura são menores, ficando em torno dos 20º C – no inverno, as temperaturas são bem mais baixas.
Clima Tropical Atlântico ou Tropical Úmido
Esse clima cobre quase todo o litoral do país: começa no Rio Grande do Norte e vai até o Paraná. A quantidade de chuvas varia conforme a latitude da localidade. Por exemplo, enquanto no Nordeste chove muito no inverno, no Sudeste chove mais no verão, como pode ser visto no climograma de João Pessoa (PB) e no do Rio de Janeiro (RJ). A variação de temperatura é maior na porção mais ao sul do litoral. No Rio de Janeiro, oscila entre 21,5º C e 26,5º C e, em João Pessoa, entre 24º C e 28º C.
Clima Subtropical (no hemisfério Norte é chamado de Temperado)
É o clima das regiões ao sul do trópico de Capricórnio: sul de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A quantidade de chuva não varia muito durante o ano, mas as temperaturas mudam bastante: o inverno é frio e o verão, quente. No climograma de Curitiba (PR), por exemplo, a temperatura oscila entre 12,5º C e 20º C, enquanto as barras de precipitação apresentam pouca variação (a média anual é de 110 milímetros).
Fonte da parte de climogramas: Guia do Estudante: geografia. Mais que tropical. São Paulo: Abril, 2009, p. 48, 49.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A Geografia é uma ciência, que tem como objeto de estudo o espaço produzido ou transformado pela sociedade humana, além do espaço criado pela própria natureza, ou seja, os processos e estruturas da superfície terrestre. É concebida em vários países como o estudo apenas da superfície terrestre, da distribução espacial e das relações recíprocas dos fenômenos físicos, biológicos e sociais que nela se manifestam. Alguns geógrafos acham que a geografia não se deve limitar apenas ao planeta Terra, mas também estudar planetas como Marte e Vênus. Os grandes traços da Geografia de Marte já está um pouco conhecida.

A geografia está na intercessão entre as Ciências da Terra e as Ciências Humanas, sendo subdivida didaticamente em geografia física e geografia humana. O objeto de estudo da geografia física é a análise dos padrões espaciais de fenômenos geológicos, hidrográficos, climáticos e padrões regionais de vegetação, fauna e flora. Já a geografia humana, estuda os aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos do mundo. Cada uma dessas orientações é uma visão do mundo, e cada geografia particular privilegia este ou aquele aspecto.

Os geógrafos não apenas investigam aspectos físico-sociais da Terra como também os porquês destes aspectos e as possíveis consequências destes aspectos para o ambiente.

A geografia pode melhor ser estudada como ciência interdisciplinar, envolvendo as outras ciências, tais como biologia, ecologia, matemática, sociologia, química, física, etc, pois todos estes conhecimentos são necessários para um entendimento mais abrangente do espaço e das relações humanas. Nesta linha de pensamento, até mesmo a divisão entre geografia física e humana torna-se questionável, pois as relações humanas interferem no espaço.

sábado, 21 de janeiro de 2012


Nasa divulga fotos de Marte escolhidas por internautas


Agência mostra primeiras imagens feitas após abrir mapas para que internautas escolhessem quais regiões do planeta deveriam ser fotografadas por sonda


por Redação GAlileu

A Nasa divulgou a primeira série de fotos de Marte escolhidas por internautas, informa nesta quinta o site da revistaPopular Sicence. Elas foram tiradas de uma câmera de alta resolução a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter. As imagens mostram campos de pedras, dunas, crateras e gelo. Clique aqui e veja uma galeria com todas as fotos

Editora Globo

Desde janeiro, a Nasa coleta sugestões de internautas sobre de que locais do planeta deve tirar fotos. Após se cadastrar, o usuário tem acesso a um mapa virtual do planeta e escolhe um local para que os equipamentos da Agência Espacial Americana dêem close. As sugestões de fotos podem ser feitas neste link.

Nasa usa avião-robô para mapear atmosfera

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por Redação Galileu

Nasa
Já mapeamos quase todos os cantos de nosso plaenta, mas entendemos pouco a parte “imaterial” da Terra: a atmosfera. Por causa da dificuldade técnica de sobreviver a uma viagem dessas, não exploramos essa região que poderia nos ajudar a compreender fenômenos como o aquecimento global e o buraco na camada de ozônio. Pensando nisso, a NASA anunciou o uso de três aeronaves não tripuladas chamadas Global Hawks, capazes de permanecer em vôo por mais de 30 horas, atingir altitudes superiores a 19 quilômetros e recolher dados atmosféricos e climáticos.
Nasa

Segundo a revista Technology Review, os aviões são completamente autônomos, ou seja, os cientistas podem programar suas rotas antes do lançamento. No entanto, eles podem assumir o controle da aeronave em casos de emergência.

Os cientistas esperam conseguir lançar um novo vôo toda semana - a primeira nave decolou na semana passada e sobrevoou o Oceano Pacífico. Os aviões carregam mais de 10 instrumentos científicos, capazes de mapear os gases e as nuvens na atmosfera e coletar dados metereológicos como temperatura, ventos e pressão.
As naves eram originalmente usadas pela força aérea dos Estados Unidos para missões de espionagem e reconhecimento e foram adquiridas pela NASA em 2007. É sempre interessante ver uma tecnologia que antes era usada para a guerra, ser utilizada para nos ajudar a entender – e salvar – nosso planeta. 

Discovery deixa rastro de fumaça na Disney


Lançamento do ônibus espacial foi flagrado por fótografo em imagem do Castelo de Cinderela

por Redação Galileu
Logo depois que o ônibus espacial Discovery decolou na manhã desta segunda-feira (6/4) para sua missão até a estação espacial internacional, deixou um rastro de fumaça, como sempre. No entanto, o fotógrafo Kent Phillips conseguiu captar um momento único ao fotografar a fumaça preenchendo o céu perto do Castelo da Cinderela, na Walt Disney World de Orlando, a cerca de 100 quilômetros da plataforma de lançamento. Veja abaixo a foto divulgada pelo blog da Disney.
Editora Globo
Editora Globo

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os 6 grandes mistérios da Antártida



Há pouco mais de cem anos, dois grupos de exploradores partiram em uma expedição com um objetivo comum: serem os primeiros a alcançar o Pólo Sul na história da humanidade. Roald Amundsen, da Noruega, liderou o grupo que chegou primeiro, a 14 de dezembro de 1911, abrindo os olhos da comunidade científica para os mistérios da Antártida.

Muitos desses segredos, no entanto, continuam ocultos mesmo depois de um século de pesquisas. O continente gelado influencia o resto do mundo muito mais do que pensávamos, motivo pelo qual os cientistas encaram a compreensão da Antártida como um grande desafio.

6 – O que está oculto no gelo

Acima da superfície da Antártida, que ocupa uma área superior a 14 milhões de quilômetros quadrados (equivalente a mais do que um Brasil e meio), dorme uma camada de gelo que chega a ter 4 quilômetros (km) de espessura em alguns pontos. Isso faz com que o continente armazene 70% da água não salgada do planeta.

A profundidade da camada foi descoberta, ao longo do tempo, por meios tanto rudimentares (explosões com dinamite para verificar a altura do gelo) quanto modernos (sistemas de radares modernos). Já se descobriu sob a superfície de gelo, por exemplo, um complexo conjunto de lagos que influencia na direção em que se movimentam as calotas polares.

5 – O que existe abaixo da camada superficial

Abaixo desta espessa camada, a Antártida esconde um segredo fantástico: a Cordilheira de Gamburtsev. Exploradores soviéticos descobriram, nos anos 50, uma cadeia de montanhas comparável ao tamanho dos Alpes, na Europa, mas soterrada por gelo.

Ainda se discute a idade dessa cordilheira. Até pouco tempo, estimava-se que teria quase um bilhão de anos, o que é impressionante do ponto de vista geológico: quase nenhuma cadeia de montanhas dura tanto tempo assim. Mas pesquisas recentes apontam que Gamburtsev seria mais jovem, algo entre 100 e 200 bilhões de anos. De qualquer maneira, ainda há muito o que se descobrir sobre a Cordilheira.

4 – Lagos subglaciais

Quando o calor proveniente do núcleo da Terra derrete a parte mais baixa da camada de gelo da Antártida, criam-se fenômenos naturais interessantes: grandes lagos subglaciais. Este ecossistema é quase totalmente desconhecido da humanidade, e cientistas estimam que tais lagos sejam abrigo de formas de vida nunca vistas antes.

Por esse motivo, duas estações de pesquisa (uma russa e outra britânica), instaladas no meio do continente, preparam projetos para coletar amostras da água desses lagos (Lagos Vostok e Ellsworth, respectivamente), o que deve acontecer já no ano que vem.

3 – Formas de vida no gelo

O gelo da Antártida pode ser berço, conforme estimam os pesquisadores, de uma ampla variedade de microorganismos. Já se sabe que existem bactérias na superfície do continente (embora em quantidades reduzidas; cerca de 300 células em um milímetro de gelo, pouco quando comparadas às cem mil na água do mar), mas elas estão alojadas em pequenos depósitos de água que oferecem nutrientes.

Amostras de gelo com 420 mil anos de idade, tiradas de profundidades superiores a 2 km, foram analisadas em laboratório por cientistas americanos. Descobriu-se que ali havia bactérias ainda vivas, o que impressionou os pesquisadores.

Mas será que existem realmente ecossistemas complexos vivendo nessa camada? Ou essas bactérias isoladas foram apenas conservadas pela temperatura baixa? É uma questão que permanece sem resposta.

2 – O mar em volta do continente

A vida marinha que existe no oceano que circunda a Antártida é totalmente diferente de qualquer outro mar do planeta. Alguns animais que habitam essas águas (tais como certas espécies de aranha-do-mar, do tamanho de um prato de cozinha) são encontrados apenas por lá, enquanto animais comuns em todos os outros oceanos não marcam presença nos mares antárticos.

Para sobreviver em águas de temperaturas tão baixas, o corpo de alguns animais produz uma espécie de substância anticongelante. E esta é apenas uma entre várias adaptações nos organismos existentes nestes mares, a maioria dos quais os cientistas ainda não conhecem muito bem.

1 – Até que ponto o gelo está derretendo?

Não é mais novidade a quantidade de discussões entre especialistas sobre o volume das calotas polares da Antártida, e se elas estão de fato diminuindo. Essa questão tem recebido atenção especial há mais de vinte anos.

Pesquisadores têm entrado em comum acordo quanto a um ponto: o derretimento do gelo na Antártida afeta realmente o nível dos oceanos pelo planeta. Um cientista americano, Robert Bindschadler, explica que boa parte da base da superfície de gelo fica abaixo do nível do mar, ou seja, nem tudo fica em “terra firme”. Isso torna as calotas polares vulneráveis, segundo ele.

A interação entre a superfície de gelo e o oceano que o circunda tem sido muito estudada pelos especialistas, que consideram muitos fatores perigosos. O aumento do nível do mar é consequência direta do enfraquecimento das geleiras, que depositam quantidades enormes de água no mar. Se todo o gelo da porção ocidental da Antártida derretesse, cientistas estimam que o nível do mar da Terra subiria em cerca de 5 metros.

Fonte: LiveScience